03
Sep 10

O quebra-cabeça das quebras de sigilo (em partes)

Desde ontem, depois de ter colocado a nota onde apontava uma outra trilha a ser seguida pela investigação acerca da quebra de sigilos, passei a receber emails sobre o episódio.

A história ganhou outra proporção e tomarei todos os cuidados para não cometer aqui nenhuma injustiça ou leviandade.

Publicarei o que tenho até para que outros jornalistas possam seguir as novas pistas.

A primeira questão importante e que não está sendo levada em conta é que apesar de as quebras de sigilo terem sido realizadas no ABC, em Mauá e Santo André,  há dois modus operandi distintos.

No caso de Eduardo Jorge, Ricardo Sérgio e os outros envolvidos em casos suspeitos do período das privatizações, a quebra do sigilo foi a partir do uso de senhas. Ou seja, alguém violou o sigilo “por dentro”.

A quebra do sigilo de Verônica Serra se deu com base num documento falso e com a ajuda do contador Atalla.

Isso permite imaginar que a ação foi realizada por dois grupos diferentes. Quem sabe que a porta da casa fica aberta, não vai buscar assaltá-la entrando pela lareira.

O primeiro modus operandi é mais profissional. Com acesso a dados internos da receita. Ou seja, quem o utilizou é especializado.

O segundo grupo (que quebrou o sigilo da filha de Serra), mais amador. Que sabendo que naquele posto de Mauá era possível a quebra de sigilo foi buscar nas redondezas alguém pudesse saber como fazê-lo.

E chegou a esse alguém que pode vir a ser o contador Atalla ou ainda outra pessoa que o usou como intermediário sem que ele soubesse de fato o que estava fazendo.

Esse método parece mais algo do tipo “investigação jornalística”.

Vai-se ao local e busca-se alguém que saiba como a coisa funciona.

Veja o que o próprio contador acaba de dizer sobre de onde teria sido o pedido da quebra de sigilo de Verônica Serra:

 Atella afirmou nesta quinta-feira ao O Estado de S. Paulo um certo Cabral o procurou em setembro de 2009 e lhe encomendou um serviço junto à Receita:

 “- a apresentação de um lote de “cerca de 18″ pedidos de obtenção de cópias de declarações de imposto de renda de pessoas físicas. Cabral tinha pressa, conta Atella. 
- Ele disse: Ô Atella, os documentos são para um pessoal de Brasília e de Minas, eles estão vindo aí. Tem que ser coisa rápida?

 Continuo daqui a pouco, vou atualizando essa história aos poucos.

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03
Sep 10

Próximos passos do MSM

Além de cumprimentar a todas essas pessoas que aderiram à nova iniciativa do Movimento dos Sem Mídia de representar na Justiça Eleitoral contra opinionismo ilegal de concessões públicas de rádio e TV em favor da candidatura José Serra, informo os próximos passos do nosso Movimento.

Antes de tudo, há que explicar que o post sobre a Representação – ainda disponível nesta página – não é a peça jurídica, mas, apenas, um esboço. A peça começa a ser escrita hoje.

Como ontem (2 de setembro) tive que me internar no hospital com a minha filha Victoria devido a uma piora violenta e inesperada do seu estado de saúde, terei bastante tempo, aqui, para trabalhar na parte fática da denúncia do MSM contra o uso ilegal de concessões públicas para favorecer o candidato do PSDB a presidente.

Preciso, ainda, ir buscar a qualificação dos veículos representados – Globo e SBT –, tais como CNPJ, endereço etc. Além disso, haverá que juntar um compact disc (CD) contendo os programas de TV que nossa ONG entende que cometeram crimes eleitorais de veiculação de opiniões favoráveis e/ou contrárias a candidatos, em claro desrespeito à lei 9504/97.

Haverá, também, que fazer uma triagem nos mais de 2 mil comentários de apoio à iniciativa do MSM.  Alguns apoiadores não entenderam que o próprio comentário seria a adesão à representação e escreveram termos que não podem ser enviados à Justiça ou considerações que não são de apoio.

Para facilitar as coisas, os comentários serão editados. Excluirei o que não disser respeito à Justiça e enviarei só as partes que manifestem apoio claro à Representação.

Apesar de que os comentários que não puderem ser apresentados à Justiça serão poucos – cerca de vinte ou trinta, suponho –, haverá que procurá-los e fazê-lo nos tomará ainda mais tempo.

Desta maneira, espero que fique esclarecido por que não pude publicar algumas dessas manifestações – estimo que vetei cerca de 50 comentários inadequados ao propósito do post, pelo que peço desculpas. É que se tivesse publicado, teria aumentado ainda mais o trabalho que terei pela frente.

Vale ressaltar que os comentários feitos através do sistema Intense Debate são muito mais identificadores do autor do que os dessas petições on line que há por aí, porque o sistema registra o IP da máquina de onde veio cada comentário e o e-mail de cada autor. Para a Justiça Eleitoral, não poderia haver maior prova da legitimidade do material.

Estou certo de que se a lei for seguida pela Justiça Eleitoral, Globo e o SBT estarão encrencados com esta representação porque infringiram a lei descaradamente. Dessa maneira, acredito que malfeitos iguais aos dessas concessões públicas deixarão de ser cometidos por elas e por assemelhadas ao menos até o fim do processo eleitoral deste ano.

Primeiro, portanto, o MSM influiu decisivamente na moralização das pesquisas; agora, chegou a vez do noticiário eletrônico.

Outro ponto: como, além de todo o trabalho supra descrito, os comentários de apoio terão que ser impressos – o que deverá gerar dezenas e dezenas de páginas –, penso que o protocolo na Procuradoria em Brasília ocorrerá entre quinta e sexta-feira da semana que vem.

Por conta desses fatos, comunico que terei que encerrar à meia noite do próximo domingo o recebimento de adesões a serem enviadas à Justiça Eleitoral.

E atenção, por favor: peço encarecidamente àqueles que estiverem chegando agora e que quiserem assinar a representação que façam os seus comentários de apoio clicando aqui. Quem deixar seu apoio à representação neste post aumentará ainda mais o trabalho do blogueiro e a demora para levar a ação a cabo.

Detalhe: este post está aberto a comentários sobre qualquer outro assunto que não seja manifestação de apoio à representação do MSM, que deverá ser feita no link contido no parágrafo anterior.

Por fim, cumprimento os que optaram por se envolver. Mesmo sendo minoria do público do blog – e não vai, aqui, qualquer crítica a quem não aderiu –, garanto que só na representação anterior do MSM vi envolvimento tão expressivo de leitores da blogosfera política.


03
Sep 10

Pessoal da Petrobrax vai ao Supremo para controlar pré-sal

A urubóloga entendeu tudo

 

Enquanto o jenio se abraça ao Eduardo Jorge e ao sigilo fiscal da filha, a urubóloga Miriam Leitão entendeu tudo.

A Petrobras anunciou – clique aqui para ler na primeira página do jornal Valor – a maior operação de lançamento de ações da história do capitalismo: uma oferta de R$ 128 bilhões.

É para explorar o pré-sal.

O pre-sal é 10 vezes o que o Brasil, em toda sua história, já produziu até hoje de petróleo.

O pré-sal é igual a 10 vezes o PIB brasileiro.

O pré-sal é a maior descoberta de uma reserva de petróleo feita no mundo nos últimos 30 anos.

O Brasil terá uma reserva igual à da Arábia Saudita.

A mega oferta da Petrobras significa o seguinte:

A União usou o petróleo do fundo do mar para comprar ações da Petrobras.

O pessoal da Petrobrax preferia que o Governo Lula fizesse duas coisas.

Primeiro, usar dinheiro do Orçamento para capitalizar a Petrobras.

Ou seja, tirar dinheiro do Bolsa Família para comprar ações da Petrobras.

O pessoal da Petrobrax gostaria que aumentasse a participação dos acionistas privados.

Ou seja, aumentar a participação de investidores como o Daniel Dantas no capital da Petrobras e diminuir a da União.

A mega oferta da Petrobras fará com que a participação na União ultrapasse os atuais 32%.

E a Petrobras se torne cada vez mais estatal.

O jenio não viu que tinha acabado de levar uma bola nas costas.

Não viu que os trabalhadores da Petrobras vão ter um bônus de 15% para comprar ações da Petrobras.

O trabalhador compra 10 ações e recebe 11,5.

Mas a urubóloga Miriam Leitão entendeu tudo.

Ela é muito mais esperta do que o jenio, que, como se sabe, é um blefe.

Hoje, no Bom Dia Brasil, a urubóloga cantou a pedra.

Isso vai acabar na Justiça.

Quer dizer, todo o sistema de capitalização da Petrobras e o regime de partilha, hoje empregado em 80% das reservas mundiais – tudo isso pode ir para o vinagre se cair nas mãos, por exemplo, de Gilmar Dantas (*).

A urubóloga sabe das coisas.


Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.


03
Sep 10

Economia brasileira descolou de vez da dos Estados Unidos

sexta-feira, 3 de setembro de 2010 11:33

IBGE: alta de 8,9% no PIB semestral é a maior da série

ALESSANDRA SARAIVA, IRANY TEREZA E SABRINA VALLE

Agencia Estado

RIO – A alta de 8,9% Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre deste ano ante igual semestre do ano passado foi a mais forte elevação para todos os semestres da série histórica das Contas Nacionais, iniciada em 1996. A informação foi confirmada hoje pela gerente da Coordenação das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis.

Segundo ela, a expansão recorde teve como destaque a indústria, que mostrou bom desempenho no período, com alta de 14,2% no PIB do primeiro semestre ante o primeiro semestre de 2009. No entanto, ela fez uma ressalva. “É importante destacar que estamos comparando este período com o recorde negativo do PIB semestral” disse, lembrando que, no primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,9% ante igual período em 2008. Ou seja: o resultado está sendo influenciado por uma base de comparação mais fraca.

Investimentos

A taxa recorde de 26,5% de investimentos – ou Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – registrada no segundo trimestre de 2010 ante o mesmo período de 2009 foi afetada pela baixa base de comparação, segundo afirmou Rebeca. No segundo trimestre do ano passado, a FBCF havia registrado queda de 16,0% – recorde de baixa no índice, iniciado em 1996.

“A base de comparação é muito baixa, mas (o índice) cresceu mais agora do que havia caído”, afirmou. Segundo Rebeca, os investimentos já superaram o patamar do terceiro trimestre de 2008, quando se iniciou a crise financeira mundial. Naquele trimestre, o número índice ficou em 162,6 na série encadeada que se inicia em 1996, com o ano de 1995 como base. O índice ficou em 166,9 no segundo trimestre de 2010, depois de ter recuado para 131,8 no segundo trimestre de 2009.

Consumo

A economia interna continua aquecida e contribuindo para o crescimento do PIB em relação ao trimestre anterior. “Em todos os setores de demanda, as taxas continuam positivas”, disse Rebeca. Mas, enquanto o crescimento do consumo das famílias desacelerou, saindo de uma alta de 1,4% no primeiro trimestre de 2010 para 0,8% no segundo, o consumo da administração pública aumentou, passando de 0,8% para 2,1% no mesmo período. “A aceleração no consumo da administração pública é explicada pela época de eleições nas esferas federal e estadual”, afirmou.

Importações

A alta de 38,8% registrada nas importações de bens e serviços no segundo trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 foi influenciada por uma alta dos investimentos, segundo Rebeca. Ela explicou que foram destaques na pauta de importação no período itens que podem ser considerados, em parte, investimento, como automóveis, caminhões, equipamentos elétricos e material elétrico.

A taxa de crescimento das importações (38,8%) foi mais de cinco vezes superior à das exportações (alta de 7,3%, na mesma comparação). Segundo Rebeca, o resultado foi influenciado pela variação da taxa de câmbio no período. No segundo trimestre de 2010, o câmbio estava em R$ 1,79, na média trimestral das taxas de compra e venda. Já no segundo trimestre de 2009, a taxa estava em R$ 2,07.

Agropecuária

A agropecuária mostra uma trajetória de recuperação este ano, em comparação com o cenário observado no ano passado, na avaliação de Rebeca. “Tivemos um ano (passado) muito ruim para a agropecuária, em todos os setores, praticamente. Mas agora, este ano está bem diferente”, disse Rebeca. Ela fez a observação ao destacar a alta de 11,4% no PIB da agropecuária no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado.

*****

sexta-feira, 3 de setembro de 2010 11:36

Economia americana perdeu 54 mil postos de trabalho em agosto

Para analistas, índice alto de desemprego sugere que recuperação será mais lenta do que previsto.

BBC Brasil, no Bol Notícias

- A economia americana perdeu 54 mil vagas em agosto, o terceiro mês consecutivo com redução no número de postos de trabalho no país, segundo estatísticas oficiais divulgadas nesta sexta-feira.

No entanto, o setor privado criou 67 mil vagas, um número maior do que o esperado por analistas.

Com isso, o desemprego cresceu um décimo de ponto percentual em relação a julho, atingindo 9,6%.

Muitos analistas estão preocupados com o alto índice de desemprego, que estaria freando a recuperação da economia americana.

O número de empregos diminuiu em agosto devido à queda no número de vagas de trabalho no setor público.

Cerca de 121 mil vagas no governo foram fechadas, com o final de contratos temporários que são assinados na época do verão americano. A queda no número de empregos no governo não surpreende nesta época.

Entre as vagas na iniciativa privada, os setores de saúde, construção e mineração foram os que mais geraram vagas.

“A boa notícia neste relatório é que o setor privado de emprego cresceu, com mais 67 mil vagas no mês, o que foi melhor do que esperávamos”, disse Robert Dye, da PNC Financial Services.

Dados recentes sobre a economia americana haviam sugerido que a recuperação será mais lenta do que o imaginado.

Estimativas oficiais de crescimento da semana passada, com base nos resultados do segundo trimestre, indicaram que a economia americana crescerá 1,6% este ano, um ritmo menor do que o das economias europeias.

O setor imobiliário também desacelerou-se nos últimos dois meses.

“Eu acho que ainda estamos contemplando uma recuperação lenta e dolorosa. Ainda há muitas pessoas desempregadas, então vai demorar para que tudo volte ao normal”, disse Fabian Eliasson, da Mizuho Corporate Bank.


03
Sep 10

Dossiê é detergente

O escritor e historiador Guilherme Scalzilli, cujo blog você deve visitar, deixou um comentário no post imediatamente abaixo, a respeito dos métodos de fabricação de dossiês no Brasil. Merece então um post a parte. Guilherme é colaborador da Caros Amigos, Le Monde Diplomatique e Observatório da Imprensa. Quem ai achava que o Nas Retinas não era bem frequentado hein?

Funciona assim: contrato alguém para espionar a mim mesmo, descobrir segredos que possam interessar aos adversários. Aparece uma lista de capivaras incômodas e a partir de então ficamos atentos. Assim que os farejadores alheios puxam aqueles rabichos, e antes que possam organizá-los em alguma investigação compreensível, saímos a público denunciando que estão a elaborar um maldoso dossiê. Para provar, até divulgamos o assunto. Sempre que aparece aquela suspeita, reagimos com indignação democrática, devolvendo o prejuízo à imagem dos “arapongas”.

Qualquer campanha a prefeito de cidade mediana tem sua equipe de contra-informação. A maioria é formada por jornalistas (quem disse que o diploma não serve para nada?), mas há também publicitários, ex-policiais e aspones em geral. Eles se conhecem, é um meio relativamente fechado. E não há ingênuos: repórter ou analista que cobre eleições para grande veículo e nega a existência desses grupos em todos os partidos está sendo mentiroso. Para entender o alcance da estrutura a serviço de José Serra, basta realizar uma pesquisa rápida nos arquivos de qualquer jornal, procurando menções a Serra, à Polícia Federal e a Marcelo Itagiba. Isso vem de longe e não deveria mais causar espanto.

Talvez o PT esteja correto em sua estratégia de tratar o caso como histeria de perdedor. Mas, precisando, pode partir das próprias denúncias preventivas da mídia, que levantou a lebre e misteriosamente “esqueceu” de averiguá-la. É batata.



03
Sep 10

transitiva e direta 2010-09-03 14:41:00

ai, o arnaldo

ontem foi aniversário do arnaldo antunes. fã que sou, compartilho esta música, que eu adoro e tem a ver com este espírito de feriadão que se instala desde já de norte a sul do país ;)


03
Sep 10

Economia cresce 8,8% Serra e Miriam cortam os pulsos

Só o Eduardo Jorge pode salvá-lo

 

Saiu no G1:

Economia cresceu 1,2% no 2º trimestre de 2010, diz IBGE


Na comparação com o segundo trimestre de 2009, expansão foi de 8,8%.


A economia brasileira teve crescimento de 1,2% no segundo trimestre de 2010 (de abril a junho) em relação ao trimestre anterior, informou nesta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, cresceu 8,8%.


No primeiro trimestre deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2009, a expansão do PIB foi de 2,7%. No acumulado no ano de 2010 em relação a um ano antes, o PIB variou 8,9%.


Em valores correntes, o PIB somou R$ 900,7 bilhões.


O crescimento ficou acima das expectativas do mercado e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, no início da semana, disse que estimava que o Brasil tivesse crescido entre 0,5% e 1% no segundo trimestre.



Enquanto isso, a urubóloga Miriam Leitão informava no Twitter que a economia cresceu abaixo do esperado.

Esperado por quem?

O eleitor se trancará na cabine com o PIB em alta, a inflação em baixa, o desemprego em baixa e a massa salarial em alta.

Bye-bye Serra forever!



03
Sep 10

A maré alta do PT, segundo o Valor

Tendência é de votação superior à de Lula em 2002 e 2006

do Valor Econômico, via blog do Favre

Cristian Klein, de São Paulo

A disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas divulgadas no fim de semana, além de desenhar uma vitória governista no primeiro turno, revela um fenômeno pouco previsível até o início da campanha. A candidata desconhecida da maioria da população, que nunca concorreu a um cargo eletivo, mas foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo, já teria hoje uma votação maior do que a de seu padrinho político. Mais: a candidatura Dilma retomou todos os Estados perdidos para a oposição na eleição de 2006, numa repetição da chamada “onda vermelha” de 2002, só que ainda mais forte. De acordo com levantamento feito pelo Valor, na maioria dos Estados nordestinos, por exemplo, o PT está aumentando largamente a vantagem sobre o PSDB obtida nas eleições de 2002 e 2006, num desempenho mais semelhante a uma bola de neve do que ao de uma onda.

Com os 59% de preferência dos votos válidos, verificados na última pesquisa Ibope, Dilma Rousseff – projetados os índices estáveis de comparecimento e votos válidos das últimas eleições – já teria pelo menos 60 milhões de votos. No segundo turno de 2006, Lula amealhou 58.295.042 de votos, marca histórica em disputas presidenciais no país.

Se a eleição fosse hoje – considerando um total de 101.853.325 de votos válidos (equivalente à taxa verificada nos últimos pleitos, de 75% do total de aptos a votar, que serão 135.804.433) – Dilma ultrapassaria o recorde, com 60.093.462 de votos. Seria um feito, mesmo considerando que houve crescimento do eleitorado, pois a petista obteria a marca já no primeiro turno, quando há mais concorrentes na disputa.

A façanha pode ser ainda maior em termos percentuais. Neste caso, o apoio a Lula no segundo turno, em 2006, foi de 60,8% e, em 2002, ainda maior, de 61,3%. Dilma Rousseff está com 59%, mas, segundo o Ibope, 12% do eleitorado ainda não sabe que a candidata é apoiada pelo presidente. Ou seja, há uma margem de crescimento que poria Dilma à frente de seu fiador.

Isso mostra que a ex-ministra-chefe da Casa Civil, apesar da inexperiência política e da falta de recall eleitoral, não atrapalhou a transferência de apoio de Lula para a sua candidatura. Pelo contrário. A tão debatida capacidade de o presidente transferir votos para sua apadrinhada ocorre numa escala que supera qualquer prognóstico feito no ano passado.

É o que se verifica quando são analisados os dados referentes às intenções de voto para a candidata do governo e para seu adversário da oposição, José Serra (PSDB), em relação aos resultados das disputas entre petistas e tucanos, em cada unidade da federação, nas últimas eleições.

Lula, Dilma, PT e a aliança reforçada agora pelo PMDB estão retomando regiões inteiras perdidas no pleito pós-mensalão de 2006. É o caso dos Estados do Sul e do Centro-Oeste, e de São Paulo. Nestas regiões, grandes desvantagens de votos de Lula para o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin – algumas de até 23 pontos percentuais, como em Santa Catarina – podem se converter, de acordo com as últimas pesquisas do Ibope nos estados, em dianteira de 13 pontos percentuais, em Goiás, e de até 25, como no Distrito Federal.

Em São Paulo, a desvantagem de 17 pontos percentuais entre Lula e Alckmin, em 2006 – que representou uma diferença de quase 4 milhões de votos – agora gira em torno de 8 pontos a favor de Dilma em relação a Serra.

Nestes Estados, há uma virada do jogo em territórios tradicionalmente mais férteis ao PSDB. Já no Nordeste, a candidatura Dilma está ampliando fortemente o apoio já obtido nas eleições de 2002 e 2006. Alagoas é um caso exemplar. Única unidade da federação vencida pelos tucanos em 2002, por uma pequena margem de diferença, de menos de um ponto percentual, o Estado, quatro anos depois, deu uma vantagem de 8,8% para Lula. Agora, a candidatura Dilma já abre uma diferença de 42 pontos em relação a Serra. Em outros Estados, como Bahia, Pernambuco e Piauí, a petista tem a perspectiva de ampliar em mais de 10 pontos o apoio recebido por Lula em 2006.

No Rio de Janeiro, a vantagem para os tucanos aumentou de 20 para 50 pontos. Em Minas Gerais, a diferença subiu de 10 para 31.

*****

Continuísmo atinge eleição para governador

A maré favorável ao PT e aos aliados se reproduz nas eleições para governador. Candidatos apoiados pelo governo federal lideram em 13 estados. Concorrentes oposicionistas estão à frente em sete disputas e em outros sete estados a situação é de empate.

Na maior parte dos Estados, há uma correspondência entre a eleição presidencial e as regionais. Onde Dilma tem preferência maior do eleitorado, candidatos apoiados pelo governo federal estão liderando. As exceções mais notáveis são o Pará, onde Simão Jatene (PSDB) está à frente e desafia a reeleição de Ana Julia Carepa (PT), e o Rio Grande do Norte, onde Rosalba Ciarlini (DEM) está batendo nas pesquisas Iberê (PSB), também candidato à reeleição.

Estas, no entanto, também são exceções quando se observa como estão as chances dos atuais mandatários. A maioria dos governadores que tentam a reeleição deve confirmar o favoritismo. Além de Iberê, apenas Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, tem chances remotas. Dos 20 governadores que tentam novo mandato, 10 lideram com folga e outros oito estão numa disputa mais acirrada pela manutenção da cadeira.

Dos 10 com larga vantagem para a reeleição, cinco são do PMDB – Roseana Sarney (MA), André Puccinelli (MS), José Maranhão (PB), Sérgio Cabral (RJ) e Carlos Gaguim (TO) -; outros dois são do PT – Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) – e dois são do PSB – Cid Gomes (CE) e Eduardo Campos (PE).

Mas é o PSDB o partido que aparece mais bem posicionado nas disputas estaduais. Além de também ter cinco candidatos liderando com folga, o partido tem mais seis com boas chances, em disputas apertadas. É o caso de Minas Gerais, onde o governador Antonio Anastasia ultrapassou Hélio Costa (PMDB), na maior arrancada até agora nas brigas estaduais. Justamente no Estado em que a poderosa aliança entre PT e PMDB foi uma questão de honra.

É mais um exemplo do clima de continuidade que paira nestas eleições e um contraponto à maré vermelha. Mas, juntos, os dois fenômenos parecem acelerar a construção da maioria: 17 disputas devem terminar já no primeiro turno. (CK)


03
Sep 10

O PiG (*) vai à forra do Serra

Os interesses do PiG (*) são permanentes

 


O horário eleitoral gratuito do jenio, nesta quinta feira, foi um exercício em forma de ódio.

O jenio veio após o programa da Dilma e o contraste é devastador.

Serra respira PiG (*).

Explora a filha e o sigilo fiscal para denunciar o que o TSE não considerou um crime.

É o crime sem cadáver.

O Serra caiu nos braços do Eduardo Jorge – triste fim.

O interessante no programa odiento do jenio é o sistema de realimentação entre o PiG (*) e as “denúncias”.

O Serra não prova nada.

Não tem um grama de evidências.

As “provas” saem do PiG (*): a Folha (**) e o Estadão, que lá em Marechal, na ZN, o pessoal pensa que é um estádio de futebol.

O que sustenta a plataforma do ódio é o PiG (*).

O Serra é movido a PiG (*).

Só tem um problema.

O jenio jogou o PiG (*) numa aventura suicida.

O PiG (*) jogou todas as fichas, sua credibilidade, o destino comercial na candidatura do Serra e agora, muito tarde, descobriu que apostou num cavalo manco, como diz o Nassif.

No dia 4 de outubro, o jenio terá um fim melancólico.

Será um fósforo queimado.

E o PiG (*) vai ter que sobreviver.

Pagar as contas, o 13º., as férias remuneradas, dar bonificação de volume – e o Serra ?

Cadê o Serra ?

O jenio vai sumir na casa do Preciado em Trancoso ?

Isso não vai sair barato.

O PiG (*) vai à forra.

E o Serra vai pagar o preço da desmoralização do PiG (*).

Quando o Amaury publicar o livro dele, o PiG (*) vai invocar a defesa dos mais nobres princípios do Jornalismo e descer a lenha no coveiro, o jenio.

O PiG (*) vendeu a alma pelo Serra.

Isso não vai sair assim, de graça.

Os interesses do PiG (*) são permanentes.

Os do Serra, leves como a pluma – branca de ódio.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

 


03
Sep 10

Serra ataca blog e blog desmancha Serra

Eduardo Jorge: o coveiro do coveiro

Antes de mais nada: quem divulga sistematicamente a associação da filha do Serra com a irmã do Dantas em Miami (em Miami!) é este ordinário blog.

Clique aqui para ver os documentos.

O blog Amigos do Presidente Lula não é da Dilma e nem do Lula.

É da Helena.

E como é muito competente, já foi alvo da dra. Cureau, sempre imparcial.

Agora é o jenio.

O Conversa Afiada preve que o “fim melancólico” do Serra será morrer abraçado ao Eduardo Jorge.

Veja a seguir como o Amigos do Presidente desconstroi a Folha (*) e o Serra:

Serra abre fogo contra nosso blog, mas com acusações falsas


Em manchete de capa no jornal Folha de São Paulo, Serra faz acusações sobre dados de sua filha que já apareciam em blogs. Na reportagem interna , cita nominalmente nosso blog:


“No ano passado, minha filha disse: “meus dados de imposto de renda estão circulando nesses blogs sujos do PT”, inclusive referências feitas em blogs da Dilma, dos amigos do presidente Lula, blogs semioficiais. Há inclusive cartas cumprimentando um dos blog pelo aniversário. Eram blogs semioficiais.”


Presumindo que o que está escrito na Folha corresponda à verdade do que disse o demo-tucano, da parte de nosso blog esclarecemos:


1) Podem vasculhar o blog inteiro, no presente ou no passado, que não existe e nunca existiu nenhum dado obtido de imposto de renda da filha de José Serra, e nem de qualquer fonte protegida por sigilo. Nem dela, nem de ninguém. O senador Arthur Virgílio (PSDB/AM) tentou armar escândalo com essa mesma acusação contra nós e quebrou a cara, porque as informações eram públicas. Não usamos expedientes ilegais. Aqui mata-se a cobra e mostra a cobra morta.


2) Todas as notas e informações publicadas aqui sobre a filha de José Serra foram obtidas de fontes de domínio público e abertas a consultas na internet. Estão disponíveis em outros sites na internet, em revistas nacionais ou estrangeiras, em sites institucionais de empresas, portais, consultas processuais, portais de transparência, diários oficiais, e em arquivos de consulta pública do Governo da Flórida. Nas notas, tem os links para as respectivas fontes, o que prova que são informações publicas, disponíveis na web.


3) Por época do aniversário do blog, nós tomamos a inciativa de comunicar a data à presidência da República, solicitando uma mensagem aos leitores. O presidente teve a generosidade de nos atender com uma carta parabenizando-nos, o que nos dá muito orgulho. Cabe lembrar que ele já parabenizou gente como o Faustão, e nem por isso o programa do Faustão é “semioficial”.

Diversas outras pessoas, famosas ou não, parabenizaram o blog, em gesto espontâneo.


Em outro trecho da reportagem, fala sobre um encontro com o Presidente Lula, em 25 de janeiro, durante solenidade do aniversário da cidade de São Paulo:


Serra conta que, advertido pela própria filha, mostrou a Lula cópias impressas de artigos publicados em blogs de apoio ao PT e à candidatura de Dilma Rousseff.


Como os textos continham dados sobre Veronica, Serra reclamou da exposição de sua família em blogs, segundo ele, “patrocinados pelo governo”.


O tucano teria questionado Lula sobre a origem dos dados. Ainda segundo relatos a aliados, o presidente disse que não tinha nada a ver com as publicações.


Em janeiro, Serra era governador de São Paulo e liderava as pesquisas de intenção de voto para presidente. A amigos ele conta que ficou especialmente contrariado ao saber que, dois meses depois da conversa, o governo enviara cumprimentos ao blog pelo aniversário.


Continuando os esclarecimentos (presumindo que o texto do jornal narra acontecimentos verídicos):


4) Se a conversa entre Serra e o Presidente foi nestes termos, o presidente falou a mais absoluta verdade. Nós somos fãs do presidente Lula, o blog é sobre política nacional e nós o apóiamos, mas o presidente nada tem a ver conosco. O mesmo acontece com relação à Dilma Rousseff. Nos tornamos fãs e a apoiamos, mas ela e sua campanha nada tem a ver conosco.


Desde o início até hoje, somos autônomos e independentes, sem filiação partidária, sem vínculo com partidos nem com campanhas eleitorais. O blog é ativismo informativo e colaborativo, com esta linha política e ideológica que sempre teve.


Já houve o processo movido pelo Ministério Público Eleitoral contra nós, procurando pêlo em ovo, e não encontraram nada.


5)  A data de aniversário do nosso blog foi em novembro de 2009, e não dois meses depois de janeiro, como diz o texto de forma errada. Sobre a carta do presidente, o esclarecimento já foi dado no tópico 3, acima.


6) Estudaremos e tomaremos todas as medidas judiciais cabíveis e que estiverem ao nosso alcance, contra acusações falsas e levianas, e contra a tentativa de nos usar como bucha-de-canhão para dar um golpe eleitoral.


Por fim repudiamos o gesto fascista e coronelesco de José Serra, de pedir a intervenção de um Presidente da República para calar um blog.


É o cúmulo da falta de compreensão, por parte de Serra, do que seja ativismo político na blogosfera, e uma visão deturpada da política, apenas enxergando como se tudo fosse um balcão de negócios profissionais e marketing político.


Se o candidato demo-tucano não sabe lidar com críticas, com questionamentos, com confronto de idéias, com redes sociais, com o contraponto de informações de um simples blog, não está à altura de ser candidato a Presidente da República.


Segue o texto completo da reportagem da Folha:


Serra diz que avisou Lula sobre ataques a sua filha

ESCÂNDALO DA RECEITA Conversa teria ocorrido em 25 de janeiro, em São Paulo


Tucano, que na época era governador, teria se queixado de que blogs “patrocinados” fizeram acusações a Veronica


CATIA SEABRA

DE SÃO PAULO


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem dito a aliados que alertou pessoalmente, em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a hipótese de violação de sigilo fiscal de sua filha, Veronica.

Segundo seus relatos, a conversa com Lula aconteceu no dia 25 de janeiro, quando se encontraram na solenidade oficial de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo.


Serra conta que, advertido pela própria filha, mostrou a Lula cópias impressas de artigos publicados em blogs de apoio ao PT e à candidatura de Dilma Rousseff.


Como os textos continham dados sobre Veronica, Serra reclamou da exposição de sua família em blogs, segundo ele, “patrocinados pelo governo”. O tucano teria questionado Lula sobre a origem dos dados. Ainda segundo relatos a aliados, o presidente disse que não tinha nada a ver com as publicações.


Em janeiro, Serra era governador de São Paulo e liderava as pesquisas de intenção de voto para presidente. A amigos ele conta que ficou especialmente contrariado ao saber que, dois meses depois da conversa, o governo enviara cumprimentos ao blog pelo aniversário.


Agora, com a confirmação da quebra de sigilo da filha, Serra tem se queixado pelo fato de o governo ter negado qualquer envolvimento.


Ontem, em entrevista, Serra disse que os dados referentes à declaração de bens de sua filha eram usados, desde o ano passado, em blogs que chamou de “semioficiais”.

“Esse pessoal que vem fazendo [os blogs] é da campanha da Dilma”, acusou Serra.


“No ano passado, minha filha disse: “meus dados de imposto de renda estão circulando nesses blogs sujos do PT”, inclusive referências feitas em blogs da Dilma, dos amigos do presidente Lula, blogs semioficiais. Há inclusive cartas cumprimentando um dos blog pelo aniversário. Eram blogs semioficiais.”


Na entrevista, realizada após audiência com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Serra acusou o governo de “blindagem” de Dilma. Mas, em nenhum momento, mencionou sua conversa com Lula.


Serra disse que Dilma é a responsável pela violação do sigilo, ainda que afirme desconhecer a quebra. “Ela é a responsável, porque é a responsável pela campanha. O esquema de espionagem foi feito com gente nomeada, reuniões, pessoas contratadas e tudo mais”, afirmou.


Serra acusou a Receita de postergar as investigações, no que chamou de operação “abafa-abafa”. Questionado sobre declarações de Lula, concordou que a Receita “é uma instituição séria e responsável”. “O problema é que o PT está conseguindo desprestigiar a Receita.”


03
Sep 10

Lunus: Nassif e Bergamo recontam dossiê de Serra

Fortes hoje é vice do Gabeira. Precisa dizer mais ?


Luis Nassif, através de seu Twitter, enviou os seguintes posts:

Relembrando o caso Lunus: O caso Lunus tornou-se emblemático na cultura política brasileira. Desde o governo Collor… http://bit.ly/bbVMjD


Relembrando o caso Lunus

Enviado por luisnassif, sex, 03/09/2010 – 06:45


O caso Lunus tornou-se emblemático na cultura política brasileira. Desde o governo Collor, a velha mídia passara a se valer de dossiês, falsos ou verdadeiros, relevantes ou meros factóides, como ferramenta do jogo político.


O auge se deu no episódio Lunus. Roseana Sarney começara a crescer vigorosamente nas pesquisas eleitorais que antecederam a escolha do candidato do governo.Em determinado dia seu escritório de campanha foi invadido pela Polícia Federal e Ministério Público, acompanhados de jornalistas – especialmente da TV Globo.


Posteriormente, constatou-se que tanto do lado da PF quanto do MP, estavam envolvidos funcionários públicos diretamente ligados ao pré-candidato José Serra.


A exposição do dinheiro encontrado liquidou com a candidatura de Roseana e selou o rompimento da aliança PSDB-PFL.


Posteriormente, episódio similar ocorre com o flagrante nos “aloprados”, na campanha a governador do estado em 2006.


Aqui, o Alessandro reconstituiu as sucessivas capas da Folha no período, ajudando a alimentar o clamor popular em torno do episódio, para inviabilizar definitivamente a candidatura da, até então, maior adversária potencial de Serra na coligação oposicionista.


Por Alessandro


Uma maneira bem didática de ver o controle do Serra sobre a velha mídia e vice-versa é acompanharmos as capas da Folha de São Paulo do período de 02/03/2002 a 16/03/2002, ou seja, no auge do caso Lunus.


Vejam as manchetes e o tratamento dado à Serra. Dureza…


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp02032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp03032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp04032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp05032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp06032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp07032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp08032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp09032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp10032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp11032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp12032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp13032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp14032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp15032002.htm


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp16032002.htm



E este outro post:

Como Serra armou o caso Lunus (da Folha de 2002) http://bit.ly/8XpLXe

Como Serra armou o caso Lunus

Enviado por luisnassif, sex, 03/09/2010 – 06:48


Da Folha – 07/02/2002


Para senador, tucano recorreu a arapongas


MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA


O senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou ontem à Folha que, há dois meses, procurou o presidente Fernando Henrique Cardoso com uma informação explosiva: o deputado tucano Márcio Fortes, do Rio, teria contratado pessoas ligadas à comunidade de informações para investigar a vida e a administração da governadora Roseana Sarney.


Fortes é secretário-geral do PSDB e pertence ao núcleo da pré-campanha de José Serra à Presidência. O deputado nega envolvimento com a confecção e distribuição de “dossiês” contra a pré-candidata do PFL.


“Eu disse ao presidente da República que tinha informações seguras de que o Márcio Fortes tinha contratado essas pessoas para investigar a Roseana”, diz Sarney. Ele afirmou que acionou também o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, para que ele alertasse FHC da gravidade do episódio.


“Eu avisei, o Bornhausen avisou. O presidente disse: “Vou ver’”. Sarney diz que afirmou a FHC: “Você não pode deixar seu governo ser conspurcado”.


O ex-presidente conta que ficou sabendo da suposta operação de investigação contra Roseana por amigos que tem na área de informação ligados à Abin (Agência Brasileira de Inteligência).


No começo desta semana, Sarney foi procurado pelo governador do Rio, Anthony Garotinho. Pré-candidato à Presidência pelo PSB,


Garotinho contou a Sarney que o deputado Márcio Fortes tentou entregar a ele, Garotinho, por meio de um parlamentar de sua base de apoio no Rio, um dossiê contra a governadora.


Anteontem, ao falar sobre o dossiê com a imprensa, Garotinho disse que fora procurado por um político ligado ao governo federal. Questionado se esse político era Márcio Fortes, Garotinho afirmou aos jornalistas: “Perguntem a ele”. Fortes respondeu anteontem: “Não vou perder meu tempo com baboseiras”.


“Se agora aparece essa história do dossiê que tentaram entregar ao Garotinho, as coisas começam a se juntar”, diz Sarney. Ontem, Fortes voltou a negar envolvimento. “Fico perplexo com esse tipo de ilação. Não é o meu estilo. Eu sou amigo do presidente Sarney. Não consigo entender.” O deputado pede que Sarney revele o nome de suas fontes.


03
Sep 10

Depois de prender e cassar Maluf, Protógenes quer mudar campanha

Só no Brasil o Maluf não vai em cana


Como se sabe, além de prender Daniel Dantas duas vezes (e Gilmar Dantas (*) mandar soltá-lo duas vezes, em 48 horas, com o famoso “HC canguru”) , o ínclito delegado Protógenes Queiroz prendeu Paulo Maluf e o filho.

Depois, a Interpol fez o que os sistemas Judiciário e Policial brasileiros jamais souberam (ou quiseram) fazer: impedir que Maluf ponha os pés em qualquer ponto do planeta Terra.

Protógenes conseguiu cassar a candidatura de Maluf no TRE – clique aqui para ler.

Se eleito, Maluf pode ser cassado lá adiante, como Heráclito Fortes no Piauí, Roriz em Brasília, Jader Barbalho no Pará -  gente de primeiríssima.

Em troca, Maluf conseguiu na Justiça retirar da propaganda eleitoral de Protógenes – ele é candidato a deputado federal pelo PC do B, em São Paulo – qualquer menção à prisão de Maluf.

Agora, Protógenes tenta retirar a campanha de Maluf do ar.

Seria uma medida de Saneamento Básico.


Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.


03
Sep 10

Terminar na delegacia, para quem começou no Datena

A coisa começou mal

O Conversa Afiada reproduz e-mail do @blogmariafro:

E eu penso que dar trela a eles assusta as pessoas e desmobiliza a campanha.


O PT fez o que deveria fazer: acionou o Serra na Justiça.


Como disse o blog do Favre: pra quem lançou a candidatura no Datena, terminá-la na delegacia é o caminho natural.


Esse candidato lambe botas não vai ter o apoio nem do Aécio, gente!


02/09/2010

PT anuncia ação contra José Serra no TSE

Ação é por declarações do tucano vinculando PT a violações na Receita.

PT também fará representação contra o presidente do PSDB.


Eduardo BrescianiDo G1, em Brasília


O PT anunciou nesta quinta-feira (2) que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, com base em suas declarações de que o partido e a coligação de Dilma Rousseff (PT) teriam responsabilidade pela quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra.


O partido também vai protocolar uma nova ação criminal contra Serra por crime contra honra e fará uma representação contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também por falas relativas ao episódio. As ações foram anunciadas por José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT.


Segundo Cardozo, as declarações de Serra vinculando o partido e a campanha de Dilma podem ser enquadradas em um artigo do código eleitoral que considera crime eleitoral imputar a alguém fato que se sabe não ter sido cometido pelo adversário com objetivo de ter vantagem eleitoral.


“A nossa legislação já prevê isso. O objetivo é desqualificar a honra e é neste crime que eles incorrem, que pode ter pena de dois meses a um ano de prisão”, afirmou o secretário-geral do PT.


Cardozo afirmou ainda que será encaminhada à justiça comum uma nova ação criminal contra Serra com base no mesmo tema. Neste caso, a ação é por crime contra a honra. Também será feita uma representação na Procuradoria Geral da República contra Guerra, presidente do PSDB, por declarações relativas ao mesmo episódio.


03
Sep 10

O embate em torno do preço do barril de petróleo

01.09.2010

CNPE respalda Haroldo Lima na polêmica sobre valor do barril

do Vermelho

Em reunião concluída na noite desta quarta-feira (1), o Conselho Nacional do Política Energética (CNPE) respaldou amplamente as opiniões do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, sobre a capitalização da Petrobras e outros temas polêmicos relacionados à exploração do pré-sal. Conforme informações do governo, o preço médio do barril da cessão onerosa ficará em 8,51 dólares, o que está em linha com a sugestão de Lima.

Participaram do encontro nove ministros do governo Lula, incluindo Márcio Zimermann, das Minas e Energia, Erenice Guerra da Casa Civil, Mantega, da Fazenda, e Paulo Bernardo, do Planejamento; o diregor-geral da ANP e o presidente da Empresa de Planejamento Estratégico (EPE) Mauricio Tolmasquim.

As autoridades presentes examinaram os termos básicos de cessão onerosa que a União, logo após o encontro do CNPE, apresentou ao Conselho de Administração da Petrobrás. O conselho considerou que a lei 12276, aprovada pelo Congresso Nacional, autoriza a realização da operação de capitalização nos moldes propostos.

Divergência

A lei estabelece que a ANP deve identificar na região do pré-sal recursos equivalentes a cinco bilhões de barris e definir o preço que servirá de base à capitalização. A agência apontou a região de Franco (em Santos), onde estima uma reserva de cinco bilhões de barris, e contratou a maior empresa internacional do ramo, a Gaffney Cline, para realizar a certificação e também verificar o valor do barril que será cedido pela União para a capitalização da Petrobras.

A Cline certificou a existência de 5,4 bilhões de barris em Franco e sugeriu um preço entre 10 a 12 dólares para o barril. A Petrobras e a certificadora por ela contratada fizeram uma estimativa menor para a reserva de Franco, em torno de 2 bilhões de barris. Em função da divergência, ficou decidido que a União disponabilizará outros campos e daqui a quatro anos a questão será reavaliada. Se a quantidade de petróleo que for descoberto nas áreas em questão exceder os cinco bilhões de barris o excesso passará a ser submetido ao novo regime da partilha. Se faltar, haverá compensação.

Interesses contraditórios

O diretor-geral da ANP sustentou que a polêmica sobre o valor do barril reflete a divergência de interesses entre Estado e investidores privados, classificados de forma pouco apropriada pela mídia empresarial de “acionistas minoritários”. O maior desses acionistas chama-se George Soros, um dos maiores e mais famosos capitalistas norte-americanos, que recentemente vendeu as ações da Petrobras que havia comprado para especular contra a empresa.

Haroldo Lima, que defendeu um preço superior a 8 dólares, foi duramente criticado pela dita mídia, que defende o preço entre 5 e 6 dólares pleiteado pelos acionistas privados. A pressão por um valor inferior foi ruidosa. Tentaram desqualificar o diretor-geral da ANP insinuando, através de editoriais e artigos, que ele se orienta por preconceitos ideológicos e não possui competência técnica. Chegaram a exigir sua cabeça.

A posição do presidente Lula

Todavia, o presidente Lula respaldou a opinião de Lima, afirmou que o valor defendido pelos acionistas privados e a mídia era muito baixo e disse que julgava mais justo um preço em torno dos 9 dólares para o barril da cessão onerosa. A reunião realizada nesta quarta-feira pelo CNPEcolocou um ponto final nessa pendência, prevalecendo, por unanimidade, um ponto de vista em torno da posição da ANP.

O que está em jogo, conforme explicou o dirigente da ANP, é o maior ou menor controle da União sobre a Petrobrás. “A luta prática em torno da privatização do setor petrolífero ou do ´petróleo é nosso´ se coloca hoje em torno da questão de quem é mais dono da Petrobrás”, sublinhou Lima. Hoje, a União detém apenas 32% das ações da empresa, que somados aos 7% em mãos do BNDES totalizam 39% sob propriedade estatal. O capital privado fica com 61%, embora seja necessário ressalvar que o Estado possui a maioria das ações ordinárias (com direito a voto), ao passo que os capitalistas concentram principalmente ações preferenciais (que rendem dividendos, mas não dão direito a voto).

Capital estrangeiro

“Nada menos que 80% das ações em poder da iniciativa privada são comercializadas na Bolsa de Nova York e constituem capital estadunidense”, explicou Lima. “É este pessoal que se sente prejudicado e por isto pressiona por um preço menor”. A participação relativa do Estado pode crescer com a capitalização. E esta possibilidade será maior ou menor dependendo do valor do barril da cessão onerosa.

“Os 5 bilhões de barris a 5 dólares significam que a União entrará na capitalização com um produto valorado em US$ 25 bilhões”, argumenta. “A 8,51 dólares o barril o resultado seria outro: 42,5 bilhões de dólares. Há, portanto, uma diferença de quase US$ 20 bilhões de desvalorização do bem da União entre a proposta dos acionistas privados e a nossa”.

Vitória

Tal valor seria subtraído da participação do Estado em favor da iniciativa privada se o CNP optasse pelo preço pretendido pela mídia. A polêmica rendeu lances curiosos, como a  suposta defesa da Petrobrás pelo jornal O Estado de São Paulo, a defesa de interesses privados contra os que defendem uma Petrobrás mais pública, a serviço não do lucro capitalista, mas da nação brasileira.

A reunião do CNPE foi muito produtiva e quem ganhou foi o Brasil, na opinião do diretor-geral da ANP. O preço médio do barril de petróleo ficará em 8,51 dólares, variando conforme o campo de exploração, sendo o barril de Franco cotado a 9,04 dólares.

Além do preço do barril da capitalização, as autoridades abordaram também os termos do conteúdo local no contrato de cessão (isto é, a participação da indústria nacional nas encomendas das empresas que vão operar e explorar o pré-sal). Na média geral, tal participação deve ficar em 65%, como defende a ANP, inclusive porque a indústria nacional hoje não pode atender 100% da demanda em questão.

Haroldo Lima tem razões para comemorar a vitória na reunião do CNPE. No choque contra a pirataria privatista que domina a grande mídia prevaleceram os interesses nacionais.

De São Paulo, Umberto Martins


03
Sep 10

Fátima Oliveira: 5,3 milhões de abortos no Brasil

É possível uma ressonância magnética do aborto no Brasil?
FÁTIMA OLIVEIRA
Médica – fatimaoliveira@ig.com.br

Ressonância magnética é exame de imagem, como a abreugrafia (lembra?), a radiografia, a ultra-sonografia, a tomografia… A ressonância é imagem de última geração que capta e reproduz, tipo foto de grande resolução, o interior do corpo, evidenciando “lesões” mínimas com margem de segurança grande e valiosa para o diagnóstico, orientando com maior precisão a prevenção e o tratamento.

Em 2010, tive o conforto mental de ler dados de duas pesquisas iluminadoras do fazer política pelos direitos reprodutivos, área minada e sob ataque de antiaborcionistas. Falo da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), patrocinada pelo Ministério da Saúde, e da tese de doutorado da cardiologista Pai Ching Yu: “Registro nacional de operações não cardíacas: aspectos clínicos, cirúrgicos, epidemiológicos e econômicos” (InCor, USP), apelidada de “pesquisa do InCor”. Ambas obtiveram repercussão midiática de vulto.

A PNA não é sobre o aborto, mas sobre mulheres que fizeram aborto; conforme seus coordenadores – profª. drª. Debora Diniz e o prof. dr. Marcelo Medeiros, da UnB -, cobriu o Brasil urbano, entrevistando mulheres alfabetizadas de 18 a 39 anos: “…uma mulher em cada cinco, aos 40 anos, fez aborto. Ou seja, 5 milhões e 300 mil mulheres. Metade usou algum medicamento; e a outra metade foi internada pra finalizar o aborto”. A tese da drª. Pai Ching Yu, com dados do DataSUS, revelou que “entre 1995 e 2007 a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros, contra 1,8 milhão de cirurgias de correção de hérnia”.

Os méritos dos dados revelados são inegáveis e, sobretudo, desnudam que desconhecíamos muito do contexto em que as mulheres abortam e como abortam, comprovando um argumento dito zilhões de vezes por feministas: o desejo de ter filhos ou não se equivale! As mulheres abortam porque precisam e aqui o fazem entre o pecado e o crime, praticando desobediência civil, arriscando a saúde e a vida!

A PNA gerou várias tentativas de demonstrar “quem é essa mulher que aborta no Brasil”. Os perfis eram imprecisos, pela falta do “quesito cor” (classificação do IBGE) – item obrigatório de identificação pessoal, como escolaridade, idade, classe social -, conforme exige a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos): um pré-requisito para a cientificidade e eticidade da pesquisa, por possibilitar evidenciar de que adoece e morre cada segmento populacional segundo cor (VI. Protocolo de Pesquisa, VI.3).

Inconformada, me perguntei: o quesito cor não foi coletado ou não foi analisado? Contatei a coordenação da PNA e o Ministério da Saúde. A resposta: “A PNA incluiu dados ‘sobre raça’ (grifo meu) em seu desenho metodológico. Os resultados divulgados correspondem a resultados parciais da fase quantitativa. Os dados sobre raça serão oportunamente divulgados”. Me basta que haja “quesito cor”. A tese da drª. Pai Ching Yu foi defendida em 2010 sem o “quesito cor”. A USP não desconhece a Resolução 196/96. E por que não a respeita?

Há indagações que causam comichão. O que o governo fará com os dados? Presidenciáveis não deram um pio sobre eles. Aspiram passar batido. Urge exigir que se manifestem sobre tão relevante tema da saúde pública e instar a TV Globo a abordá-lo no debate de 30 de setembro. É o que faço agora como cidadã. É insuficiente dialogar apenas com as “instituições amortecedoras do sofrimento”, pois as sofredoras também votam.


03
Sep 10

São Paulo: Concessionárias de pedágios lucram mais que bancos

Brasil
2 de Setembro de 2010 – 8h39

Com pedágios de Serra, concessionárias lucram mais do que bancos

Considerada uma das tarifas de pedágio mais caras do mundo, tendo um número de praças superior a todo o restante do país, com 227 pontos de cobrança (50,6% do total), o modelo de concessão da malha viária do estado de São Paulo permite que as empresas responsáveis pelas concessões das rodovias obtenham lucros superiores ao do próprio sistema financeiro brasileiro.

Por Luiz Felipe Albuquerque, no Brasil de Fato, reproduzido no Vermelho (sugestão do Zé Povinho)

Segundo um levantamento realizado pela Austin Rating em 2009 para o Monitor Mercantil, a rentabilidade média das 15 empresas analisadas foi superior ao do setor financeiro, com 30% de rentabilidade do patrimônio líquido das concessionárias ante os 20,3% conquistados pelos bancos.

Além disso, o lucro de algumas companhias ultrapassa a margem os 80%. Um exemplo é sistema Anhanguera-Bandeirantes, regido pela concessionária AutoBan e pertencente ao grupo CCR, com índice de rentabilidade avaliada em 80,5%. A Centrovias Sistemas Rodoviários, por sua vez, responsável, entre outras, pela Washington Luís, demonstra um retorno de 47,2%. Apesar disso, a empresa que apresentou maior lucratividade no país encontra-se no Rio Grande do Sul, a Concessionária do Planalto (Coviplan), com um índice de 82,9%.

“As concessões estaduais vieram todas na mesma época. Num mesmo pacote e na mesma oportunidade, vieram as concessões do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Portanto, é o mesmo modelo. É um modelo até mesmo antipatriótico, com as rodovias construídas com o dinheiro público, fruto de impostos, e que foram entregues à iniciativa privada, com licitações mal explicadas e de certa forma até meio sigilosas”, explica Acir Mezzadri, do Fórum Social Popular contra o Pedágio.

Modelos de concessão

Em meio à disputa política evidenciada nos últimos meses entre os candidatos à Presidência da República, um embate muito forte encontra-se justamente no âmbito dos modelos de concessão de rodovias no país. De um lado, as regras implantadas por governos estaduais, sobretudo do PSDB. De outro, modelo adotado pelo governo federal, do PT.

As diferenças entre ambos podem ser verificadas principalmente nas tarifas que são cobradas. Numa viagem de São Paulo a Belo Horizonte, realizada pela rodovia federal Fernão Dias, são gastos R$ 8,80 entre oito pedágios de R$1,10 cada, num trecho de 594 km. Já de Sorocaba até Campinas, pela estadual SP 75, rodando somente 20 km, são cobrados R$ 9,15.

Segundo José Santos, coordenador do Movimento Estadual contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo, caso não tivesse a cobrança da outorga no modelo de concessão estadual, o valor deste mesmo pedágio da SP 75 teria que ser de 40 centavos.

“Avaliamos que a cobrança da outorga é indevida, porque o pedágio foge da área tributária. É relação de consumo, é tarifa, e não taxa. Ou seja, a natureza jurídica dos pedágios é a mesma da tarifa de água, de telefone, na qual o usuário deve pagar – mesmo sendo um serviço público prestado por terceiros – por aquilo que ele consome. Feito todo o planejamento financeiro, a empresa retira o gasto com investimento e seu lucro, e o resto é serviço público prestado”, avalia.

Neste caso, por exemplo, se houvesse o cumprimento da tarifa quilométrica – taxa que fixa o valor por quilômetro rodado – e mesmo continuando com o sistema de outorga, a cobrança na SP 75 teria que ser de R$ 2,90. “Dentro de uma relação de consumo teríamos que pagar pelo trecho percorrido e não pelo disponível. Esse mesmo problema encontramos em todo o estado”, relata Matos.

Para ir de São Paulo à Curitiba pela BR116 – Régis Bittencourt –, há um gasto de R$ 9,00 entre os seis pedágios que há no caminho, durante os 404 km de viagem. No entanto, de São Paulo à Araraquara, aonde serão percorridos 276 km, o custo é de R$ 29,80 ao longo das cinco praças.

“São entraves para o desenvolvimento do interior do Estado, oneram os produtos que circulam por São Paulo. Ou seja, não é só quem utiliza a rodovia que paga pelos pedágios. Nenhuma empresa retira o pedágio do custo do produto, muito pelo contrário. Os fretes hoje em dia para muitos produtos que estão dentro do estado de São Paulo acabam saindo mais caro do que o valor do produto”, afirma o jornalista Keffin Gracher, criador do site Pedagiômetro, instrumento virtual que calcula em tempo real o total arrecadado pelas concessionárias de São Paulo em 2010, cujo valor encontra-se na ordem dos R$ 3,4 bilhões até o momento.

Justificativa

Desde o começo do processo de concessão do sistema rodoviário de São Paulo, há 12 anos, o número de praças de pedágios no estado cresceu cerca de 400%, concluindo o ano de 2010 com todas as praças de cobrança sob concessão da iniciativa privada, com contratos de 20 a 30 anos.

Todavia, a grande justificativa utilizada pelo governo do estado é a qualidade das rodovias sob concessão. Segundo a Confederação Nacional do Transporte, das 16 rodovias do país avaliadas como ótimas, 15 estão em São Paulo.

“Discutir que as rodovias do estado são melhores por conta do pedágio é uma falácia. Na década de 20, as rodovias de São Paulo já eram as melhores do Brasil nos parâmetros e nas condições da época. E, hoje, elas continuam sendo as melhores porque sempre foram as melhores”, observa Gracher.

Paralelamente ao discurso da qualidades, o debate também se centra em dois outros pontos: um outro modelo de concessão no estado um pouco diferente do que vinha ocorrendo, efetuado na rodovia Ayrton Senna e uma suposta falta de qualidade nas rodovias que foram concedidas pelo modelo federal.

Porém, como aponta Gracher, no caso da Ayrton Senna, a rodovia “já estava pronta, os investimentos já estavam feitos, as cabines de pedágio já existiam. Já tinha todo um aparato estruturado. No entanto, fizeram a concessão. É uma concessão que foi menos prejudicial à população do que as outras, mas, mesmo assim, é um modelo que, apesar de dizerem que reduziu o valor da tarifa, não reduziu. Apenas ampliaram o número das praças de pedágios e, com isso, continuam mantendo o lucro alto das empresas. Quem faz todo o percurso paga o mesmo preço que já pagava [quando ainda estava sob responsabilidade do estado]”, compara.

No caso das rodovias federais postas sob concessão, Gracher explica que, tanto a Régis Bittencourt quanto a Fernão Dias, são rodovias que historicamente apresentam problemas estruturais, diferentemente no caso do estado de São Paulo, onde a maioria das estradas já estava pronta e em ótimo estado quando foi concedida.

“Colocou-se para leilão duas rodovias que tinham problemas estruturais históricos. A Régis foi considerada a rodovia da morte a vida inteira, não só agora. Há trechos nos quais a ampliação provocaria um impacto ambiental grande, uma série de problemas. Colocou-se um pepino enorme que estava na mão do governo na mão da iniciativa privada, implementando um pedágio muito opina.

Os dois modelos

As concessões estaduais, no caso de São Paulo, foram iniciadas no governo de Mário Covas (PSDB), em 1998, em meio às diversas privatizações que vinham ocorrendo no país durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso. Já modelo federal foi efetivado em 2007 pelo governo Lula. As concessões de rodovias fundamentam-se em três pontos chaves que, realizados distintamente, proporcionam diferenças entre eles: o tipo de leilão, a taxa interna de retorno e o índice de reajuste.

O sistema de concessão de São Paulo parte da chamada concessão onerosa, no qual o Estado cobra das empresas o direito de explorar determinado sistema rodoviário, fazendo com que esse valor da outorga seja embutido nas tarifas. Ao contrário, os leilões para as estradas federais permitem que as rodovias sejam exploradas pela empresa que oferece a menor tarifa de pedágio para os usuários.

Já a taxa interna de retorno – ou o lucro das empresas – está na ordem dos 20% nos modelos estaduais e em 8,5% no federal. Por fim, a concessão estadual permite a busca de equilíbrio econômico financeiro apenas em caso de prejuízo das concessionárias. Na eventualidade das empresas obterem rentabilidades extraordinárias, os usuários não são compensados. No modelo federal, ocorre a compensação aos usuários em caso de lucros não previstos.


03
Sep 10

Carta Maior: A nova série de vazamentos

NOVOS “VAZAMENTOS” ATINGEM A CANDIDATURA SERRA

da Carta Maior

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco Bradesco, ‘vazou’ nesta 5º feira informações que atingem de forma letal a candidatura Serra. Aspas para as inconfidencias de Trabuco: I] “O que sentimos, tendo por base nosso relacionamento com 1,4 milhão de empresas, é que o Brasil está crescendo em todos os setores. Não há uma dependência setorial”; II] “…11 milhões de brasileiros vão viajar pela primeira vez de avião nos próximos 12 meses” ; III] “…o Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história; vamos vivenciar, na segunda década do século XXI, aquilo que foi chamado de “sonho americano”. Ao longo do dia, de diferentes áreas do governo e da economia, outros vazamentos sacudiriam a combalida higidez da candidatura José Serra, a saber: a] BC interrompe alta dos juros; b] carga tributária declina; c] vendas recordes de automóveis em agosto; d] massa salarial tem aumento real de 32,7% entre 2004 e 2010; e] classes C e D já superam a classe B em poder de consumo; f] setor industrial investe R$ 549 bilhões até 2013; g] definida a capitalização da Petrobras: fatia estatal da empresa deve saltar de 29% para 42% e garantir –à revelia do condomínio midiáticotucano– a soberania brasileira no pré-sal; h] infraestrutura teve R$ 199 bilhões em investimentos entre 2005 e 2008; terá mais R$ 310 bilhões entre 2010-2013; i] Brasil realiza os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta – Jirau e Santo Antônio e Belo Monte; j] otimismo dos brasileiros atinge o maior nível em 9 anos… Visivelmente abalado, no final do dia, o candidato tucano retomaria seu discurso contra as Farcs, contra Moráles, o narcotráfico, o PT… (Carta Maior e a insuportável peneira de vazamentos pró-Dilma; 02-09)


02
Sep 10

Politizar a campanha agora ou depois do primeiro turno

por Luiz Carlos Azenha

José Serra faz o que um candidato na posição dele, em qualquer país do mundo, faria. Parece confuso? É melhor que ficar parado. Por mais que vocês, leitores, acreditem que é baixaria, considerem:

1. Para Serra, é ganhar ou ganhar. Se perder, ele será completamente detonado ou abandonado pelos próprios aliados (Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab). É da própria natureza da política, embora pareça abominável.

2. Para os tucanos e demos, perder a eleição significa uma perspectiva de 16 anos longe do poder federal, considerando que o presidente Lula pode voltar a concorrer já em 2014. Isso é uma eternidade, em política.

Qual é o erro que PT e aliados podem cometer nessa altura do jogo? Despolitizar a campanha. Depender completa e unicamente do marketing eleitoral.

Nunca, nem mesmo nas eleições de Lula em 2002 e 2006, os movimentos sociais estiveram de tal forma unidos em torno de um candidato. Sei que a personalidade do presidente Lula é de alguém que evita os conflitos abertos. Ele prefere fazer o papel de árbitro, pairar sobre as disputas políticas.

Mas não dá para ganhar uma eleição como a que se avizinha apostando apenas na propaganda. É preciso botar o bloco na rua. De cabeça fria, sem histrionismo. Mas é preciso colocar o time em campo e dar nomes aos bois: José Serra, do PSDB, herdeiro político de Fernando Henrique Cardoso, aquele da Petrobrax, que vendeu patrimônio público a preço de banana, aliado da turma que queria acabar com o Prouni, que vivia de pires na mão diante do FMI e assim por diante.

Ou o PT politiza a campanha antes do primeiro turno por vontade própria, ou será obrigado a fazê-lo entre o primeiro e o segundo turnos. Como em 2006. Com a diferença de que em 2010 os movimentos sociais estão mais organizados e energizados para a disputa.


02
Sep 10

Frase sobre aposentados segue no ar

Serra esconde tanto  FHC que não gosta de ver o ex-presidente citado nem no programa dos outros. O modesto PSTU (partido trotskista, que tem menos de 1 minuto no horário eleitoral) lembrou a frase famosa de FHC, a associar aposentados a “vagabundos”. O PSDB pediu direito de resposta. O TSE negou:

Não há como negar a autoria das afirmações. A propaganda não usou os recursos de trucagem e montagem para desvirtuar a realidade. Tão pouco se valeu de mensagem sabidamente inverídica. Apenas retratou aquilo que o ex-presidente efetivamente disse”.

A notícia saiu no Portal Vermelho

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Serra perde até para o PSTU

O TSE também negou nesta quinta-feira o pedido de direito de resposta contra o PSTU movido pela coligação de Serra.

A ação dos tucanos acusava a propaganda eleitoral gratuita do PSTU de distorcer palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na inserção, FHC se refere aos aposentados como vagabundos. Para a Justiça Eleitoral, no entanto, não ficou caracterizado que o PSTU tirou de contexto as palavras do ex-presidente.

“Não há como negar a autoria das afirmações. A propaganda não usou os recursos de trucagem e montagem para desvirtuar a realidade. Tão pouco se valeu de mensagem sabidamente inverídica. Apenas retratou aquilo que o ex-presidente efetivamente disse, sem distorção ou falseamento dos fatos”, afirmou o ministro relator da ação, Joelson Dias.


02
Sep 10

Livro: Rap e educação, Rap é educação

Título: Rap e educação, Rap é educação
Autor: Elaine Nunes de Andrade
Páginas: 176
Editora: Selo Negro Edições
Origem: Nacional
Ano: 2000
ISBN: 8587478036



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